domingo, 31 de outubro de 2010


A questão não é dar uma chance as pessoas. A questão é não ter medo, de sair la fora; de cair, se cortar;de sofrer...a questão é sobre dar uma chance ao desconhecido,ou dar ao conhecido..de novo. A questão é saber se dar a chance, e depois se tudo desmoronar e nada der certo,saber que você foi mais corajoso que a maioria, se arriscou, saiu de seu porto seguro. A questão é saber levantar a cabeça quando tudo o que se quer é deitar e nunca mais levantar. A questão é saber onde errou e aprender com seu erro. A questão é saber quem você é e o que você quer. A resposta da questão não é viver, é saber viver.

O x da questão todos já sabem, pena que muitos acabam terminando a equação sem descobri-lo de fato.


Luísa Cal Burza

terça-feira, 26 de outubro de 2010


MEU
Guardo-te em uma gaiola que se chama coração.
Prendo-te com amor e alimento-te com carinho.
Quando cansar-te de mim é só abrir as asas e sair voando.
Não quero pensar em lhe perder,
mas não irei te acorrentar.
Que seja para sempre, enquanto durar.




Com todo o carinho que alguém é capaz de sentir
Luísa Cal Burza.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


Sabia


Todos os dias fazia aquele clima maravilhosamente e perfeitamente quente. Não era um calor escaldante, era uma brisa morna que me deixava perfeitamente bem. O céu, estava perfeitamente azul todas as manhas e todas as noites ficava perfeitamente preto, como um manto de seda que parecia nao ter fim, um manto com pequenos rasgos que o cobriam, como se traças o tivessem corroido para proporcionar-nos uma peuqena visao do paraiso, mas aquela noite não era bem assim. Aquela noite o ceu estava completamente preto coberto por nuvens carregadas que cobriam todo o ceu. A lua se mostrava branca por entre as nuvens, iluminando a noite e transformando todo aquele efeito confuso do ceu em uma cena maravilhosa.
La havia um palco onde tocava musicas alegres que faziam todos pularem de alegria. sem querer, me perdi de meu grupo e dentro aquela confusao de pessoas gritando, rindo, se divertindo, de lonje vi um sabia voando solta e a observei freneticamente. a segui e entao ela se pousou na minha frente e ao abrir o bico para cantar, o som nao se parecia com o de um sabia, nao era um canto agradavel, puro, nao era um som magnifico como de custume, o canto era como se fosse um grito, uma coisa grotesca, horrivel que me fez tampar os ouvidos, eu nao queria ouvir aquela ave cantando daquele jeito, nao era certo o que ela fazia. será que eu avia me iludido todo esse tempo pensando ver um sabia, mas na verdade era um corvo ?
Comecei a andar perdida na multidao, desnorteada pensando no que eu havia acabado de ver, senti uma brisa gelada que fez meu coraçao congelar, parecia que ia chover, mas eu iria fazer de tudo para impedir, afinal aquela noite tinha de ser perfeita. Tudo ao meu redor estava confuso, pessoas gritando de felicidade, uma musica agitada no ultimo volume, pessoas pulando, mas para mim, nao existia nada, nao havia ninguém, eu nao ouvia nada além daquele canto horrivel que ecoava em minhamente. Eu estava no meio de uma multidao e me sentia sozinha, o ceu ameaçava uma chuva torrencial.
Ao encontrar meu grupo todos estavam felizes, alegres, mas da minha cabeça nao saia aquela cena perturbadora. nao quis estragar o momento deles e fui me sentar em um muro de pedra para esperar tudo ficar melhor e poder ir me divertir com todos. Fiquei la sentada sozinha, imaginando o que levaria uma ave maravilhosa, agir como um passaro sujo, um passaro horrivel de mal agouro e foi entao que começou a garoar, e a garoa se tornou uma chuva forte, e minutos depois a cada gota que caia a chuva parecia piorar. a chuva parecia ser de acido, cada pequena gota queimava meu coraçao. Aquilo iria passar ?
O sabia, o MEU sabia, passou voando na minha frente voando com dor, será que aquela chuva o atingia? ele se importava com o que tinha feito? ele passou rapidamente e atras deixava um rastro de penas amarelas e bejes. Será que ele se tornaria preto como um corvo? A lua ja nao estava mais no ceu, as nuvens nao desistiam de ficar, a chuva nao cessava e agora tudo estava na completa escuridao.
No dia seguinte algo imvrivel aconteceu, o sol nasceu esquentando tudo outra vez deixando tudo claro e quente, no entanto, algumas nuvens pretas como corvos, continuavam ali e nao pretendiam sair tao cedo. Foi entao que eu vi um corvo sozinho, ppousado em uma arvore distante. uma, apenas uma pena de seu peito estava amarela, mais amarela do que qualquer margarida, do que qualquer girasol, a pena amarela contrastava fortemente com o preto do corvo. Será que ele algum dia vai voltar a ser sabia? será que ele um dia vai ser meu sabia e me permetir coloca-lo em uma gaiola de ouro ? será que as nuvens vao me deixar em paz...aquela cena do som do sabia corvo nunca vai me deixar. Essa é minha certeza.


luísa Cal Burza

sábado, 2 de outubro de 2010








Quando se quer muito uma coisa, pensamos nessa conquista como um objetivo, mas nem sempre esse essa necessidade de ganhar nossa luta pessoal é saudavel, principalmente para pessoas competitivas e que nao custumam desistir facilmente.
Pessoas tentam mudar seus destinos constantemente, mas essas pessoas nao perceberam que destino nao se muda, destino é destino. Pessoas nao perceberam que mesmo se conquistarem o tal objetivo por meio da obstinação, as vezes esse nao se realiza conform o pensado.
Pessoas queriam ser AQUELA e se tornaram um numero; Pessoas queriam voar e acabam apenas entrando em um avião; Pessoas querem ser bonitas mas maquiagem nao muda nada. Pessoas querem tudo o tempo todo mas apenas ganham o que suas almas desejam silenciosamente na profundeza oculta do nosso eu .